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14.4.09

L'Aquila ... ali além da natureza, tem truta





A discussão na Itália, agora que a poeira do terremoto vai baixando, é porque determinados prédios modernos simplesmente viraram pó e os mais antigos permaneceram de pé, apenas com rachaduras.

O jornalista Roberto Saviano, autor do livro Gomorra ( sobre a Camorra Napolitana, fiz uma pequena resenha num post anterior ) esteve em L'Aquila e fez uma matéria para o La Repubblica, onde lança algumas luzes sobre a questão.

As organizações napolitanas são quem comandam a indústria do cimento, construção e entulhos na Itália. E parece que a maioria dos novos prédios foi construída em desacordo com as normas técnicas vigentes, com a presença da mão camorrística . Usaram areia do mar, muito menos vergalhões de ferro que o necessário e o cimento, sabe lá qual a dosagem e qual a eficiência.

O prédio que menos sofreu foi ... a cadeia da região, onde estão presos vários chefes das clãs ( assim é que são chamadas, nada daquele papo de "famiglia" ) napolitanas e que foi construída pelas empresas deles mesmos, e impecavelmente seguindo as boas normas de construção .

Para quem entende italiano :


" ....Il rischio della ricostruzione è proprio questo. Aumenta la perizia del danno, aumentano i soldi, gli appalti generano subappalti e ciclo del cemento, movimento terre, ruspe, e costruzioni attireranno l'avanguardia delle costruzioni in subappalto in Italia: i clan. Le famiglie di camorra, di mafia e di 'ndrangheta qui ci sono sempre state. E non solo perché nelle carceri abruzzesi c'è il gotha dei capi della camorra imprenditrice. Il rischio è proprio che le organizzazioni arrivino a spartirsi in tempo di crisi i grandi affari italiani. Ad esempio: alla 'ndrangheta l'Expo di Milano, e alla camorra la ricostruzione in subappalto d'Abruzzo. L'unica cosa da fare è la creazione di una commissione in grado di controllare la ricostruzione.

Il presidente della Provincia Stefania Pezzopane e il sindaco de L'Aquila Massimo Cialente sono chiari: "Noi vogliamo essere controllati, vogliamo che ci siano commissioni di controllo...". Qui i rischi di infiltrazioni criminali sono molti. Da anni i clan di camorra costruiscono e investono. E per un bizzarro paradosso del destino proprio l'edificio dove è rinchiusa la maggior parte di boss investitori nel settore del cemento, ossia il carcere de L'Aquila (circa 80 in regime di 416 bis) è risultato il più intatto. Il più resistente. ...
"



Aquele nosso construtor-deputado do Rio de Janeiro não inventou nada, apenas copiou. E foi mais eficiente, não precisou nem de terremoto.

10 comentários:

Silvares disse...

Ele há coisas... a ganância acaba sempre por fazer vítimas. Pode ser mais tarde do que cedo, mas as vítimas, no fim, aparecem.

peri s.c. disse...

Silvares
A ganância não tem limites.

Fernando disse...

Pois é, Peri,
e no caso, lembrando do nosso falecido ex-deputado, "mais uma vez a Europa curvou-se ante o Brasil".
Mas, a sério, que desgraceira triste, amigo!
abração
fernando cals

anna disse...

e acabou morrendo num hotel.

deitadinho, sem nenhum tremor ou desabamento.

Anônimo disse...

Peri:

Num post seu,anterior,sôbre a Camorra,citei o monopólio do cimento como sendo o início e a base da organização.Você respondeu que era uma estrutura "concreta".
Não para os demais.Captamos coisas que estavam "no ar" e que agora estão no chão.

Abraços

Günther.

peri s.c. disse...

Fernando
Pois é, de vez em quando o que balança, cai.

peri s.c. disse...

Anna
vai trabalhar pela eternidade como ajudante de pedreiro comendo uma quentinha ( bem quentinha, no caso ), nas intermináveis ampliações das edificações das profundezas infernais

peri s.c. disse...

Günther

Eles tem uma estrutura ... financeira ... concreta . O que não garante que os prédios fiquem de pé. Exceto é claro o xilindró onde repousam por uns tempos os "cappi"

abraço

Eduardo P.L disse...

O pior disso tudo é que quem pagou com a vida e a dor, não será indenizado, e os culpados, nesses casos nunca serão pundos! "Morrem num quarto de hotel". Sem abalos!

peri s.c. disse...

Eduardo

Exato.
E no máximo disseram , ou pensaram : " que merda, hem ", e partirão para outras.