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12.4.09

Saco de pancadas

Fumantes e apreciadores de bebidas alcoolicas ( via a "lei Seca", que já anda meio molhada conforme informam os jornais ) viraram recentemente saco de pancadas.

Li três textos nesse fim de semana que tratavam do mesmo assunto : fumo. O que vem a seguir não é um manifesto pró-tabaco, mas sim um convite a algumas reflexões.

O primeiro deles sobre uma pesquisa publicada numa destas revistas destinadas a executivos . A pesquisa foi aplicada junto aos donos de 500 pequenas e médias empresas aqui de São Paulo .
Uma das perguntas : que tipo de funcionário você nunca contrataria ? Duas repostas chamam a atenção 18% não contratariam um fumante ( nr : mesmo que na empresa fosse proibido fumar, suposição óbvia ) e 14% não contratariam um ex-condenado pela justiça. Fumantes são mais preocupantes que criminosos . Curioso não ?

Abaixo dois textos de jornalistas, que tratam da lei anti-fumo aprovada essa semana aqui em S. Paulo, porém dentro de uma análise mais ampla e abrangente. Vale a pena ler e pensar.

" Cigarro, a necessidade de achar um inimigo

(Marcelo Coelho, Folha de S. Paulo)

Entendo, até certo ponto, que proíbam o cigarro em bares e restaurantes. Mesmo com áreas divididas, os garçons terminam sofrendo as consequências do fumo passivo.Mas impedir que alguém fume dentro de um quarto de hotel? Sem ninguém por perto? Lembro ainda que em muitos hotéis existem andares exclusivos para quem não fuma. Nem mesmo o resquício de um cheiro de cigarro incomodaria os mais sensíveis.
Houve tempo em que os fanáticos de direita procuravam comunistas até debaixo da cama. Mas nem debaixo da cama o fumante poderá se esconder, pelo o que diz a lei recentemente aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo.
Debaixo de marquises também não. Pode-se fumar em terraços, desde que não tenham cobertura. Assim, quem sabe, será mais fácil identificar o fumante de longe e fuzilá-lo com um rifle de alta precisão.
No fundo, acredito que esses exageros do antitabagismo correspondem a essa necessidade, tão comum nos EUA, e imitada aqui, de encontrar um inimigo com quem lutar.
Acabou-se a ameaça comunista, e os membros da Al Qaeda não são tantos a ponto de mobilizar uma caçada coletiva que valha a pena.Os fumantes, entretanto, estão em todo lugar -com a vantagem de se esconderem cada vez mais. Deixam sinais de sua presença. São nocivos, malignos, suicidas. Quanto mais cercados, quanto mais restrita a sua área de atuação, mais fácil e divertido será persegui-los.Não acho que exista sadismo da parte dos perseguidores. O mecanismo é mais complexo.
O Estado e a população impõem um regime de terror sobre alguma minoria. Identificam nessa minoria uma ameaça: são "eles" os terroristas, são "eles" que nos perseguem, são "eles" que querem nos destruir.
Dito isso, podemos perseguir, aterrorizar e destruir. "Eles" é que começaram.
O cigarro mata, claro. Quem não tem medo da morte? E eis que surge o grupo dos fumantes renitentes, que parece não ligar para isso. Os fumantes escarnecem de nosso medo da morte.
Fica fácil, dessa perspectiva, identificá-los com terroristas. A tentação para a caça às bruxas se torna muito grande. Instituir o Terror sempre foi o ato reativo de quem está aterrorizado. Tome-se cuidado, entretanto. O fogo que queima as feiticeiras também costuma exalar muita fumaça cancerígena. "




"O Cigarro adverte : o Governo faz mal
( Ricardo Kotscho no Balaio do Kotscho )

Leitores andam expressando melhor o que penso ao ler o noticiário do que eu e meus colegas jornalistas seríamos capazes. Foi o que senti, depois de consumir o caudaloso noticiário sobre a nova lei antifumo do governo paulista, ao ler a carta de Simone Montgomery Troula no Painel do Leitor da Folha desta quinta-feira

Por isso, reproduzo a carta:

“Em resposta à lei antifumo de Serra, preciso achar a camiseta que comprei anos atrás e trazia uma caveira com cigarro e os dizeres: `O cigarro adverte: o governo faz mal à saúde´.

Grande verdade, porque nada aumenta tanto a pressão sanguínea quanto pagar impostos escorchantes, que, no limite, serão usados para pagar empregadas domésticas de parlamentares.

O Estado de São Paulo se esvai em dengue, febre amarela e malária, e o governador Serra se preocupa com os fumantes. E para quê?

Para aparecer, porque se fosse por preocupação com a saúde dos eleitores e contribuintes, o governador se dedicaria a enfrentar as doenças medievais que estão à solta e sem combate adequado em nosso Estado”.

Os leitores mais antigos aqui do Balaio são testemunhas da minha luta pessoal contra o cigarro. Já tentei parar de fumar várias vezes _ a última delas, no final do ano passado, quando relatei aqui a minha dolorosa experiência em diferentes matérias. Não consegui, acabei voltando.

Quanto à frase da camiseta da leitora Simone Troula, não está assim tão longe da verdade, pelo menos no que me diz respeito. Ao voltar de Brasília, depois de trabalhar dois anos no governo, não cheguei a fazer camiseta, mas comentei com meus amigos: “O governo faz mal à saúde”.

Claro que por outras razões, já que trabalhava muito, ganhava pouco e apanhava de todo lado, o que abalou mesmo a minha saúde. Fui parar no hospital, passei por uma delicada cirurgia e, neste caso, a culpa não foi do cigarro.

Claro que, como todo mundo com um mínimo de lucidez, aprovo medidas restritivas para proteger aqueles que não fumam. Mas é evidente também que a Lei do Serra aprovada esta semana pela dócil Assembléia Legislativa de São Paulo é tão draconiana, arbitrária e discriminatória que até os não-fumantes hão de concordar com o exagero.

Nem em Toronto, no Canadá, pioneira e rigorosa no combate ao fumo, onde estive a trabalho no final dos anos 90 do século passado, as restrições são tão violentas como as previstas nesta lei.

Lá pelo menos ainda havia bares reservados a fumantes, onde quem quisesse poderia pitar, beber e comer à vontade. O fumacê era insuportável até para quem fuma, mas ninguém era obrigado a ir lá.

Aqui chegaram ao requinte de perversidade de proibir a venda de bebida e comida nas tabacarias, único lugar onde ainda se poderá fumar, além das casas e das ruas, segundo a nova lei.

O que tem uma coisa a ver com outra? Que mal fará à saúde pública se em local permitido o cara pede um conhaque para acompanhar o charuto? O que o governo tem a ver com isso?

Se o pretexto é a defesa de quem não fuma, presume-se que os não fumantes não frequentem charutarias e, portanto, não serão prejudicados com o que comem e bebem os que vão lá para encontrar os amigos.

Seria como um ateu entrar em qualquer templo e começar a reclamar dos rituais ou o sujeito que não gosta de futebol ir a estádios só para blasfemar contra este ópio do povo.

Em entrevista à Folha, o governador José Serra apresentou, entre outras razões para defender a lei, um trauma de infância. “Meu pai, meus tios, um primo muito próximo, meu avô materno viveram muito menos do que poderiam por culpa do cigarro”.

Quem garante? O governador afirma, sem citar a fonte, que “neste século quem fuma vai viver em média 20 anos menos”. Mesmo que isto seja cientificamente comprovado, pergunto: e se esta for a opção do indivíduo?

Qual o problema, se ele respeitar os não fumantes, evitando o cigarro em ambientes fechados? É o governo que vai determinar _ e portanto, garantir _ quantos anos cada um de nós irá viver?

Todo mundo certamente conhece gente que nunca fumou nem bebeu, fez dieta, malhou e só cuidou da saúde, e viveu doente ou morreu cedo. Qualquer imbecil sabe que o cigarro faz mal à saúde, não precisa ninguém dizer, mas andam chutando muitas pesquisas e estatísticas apenas para se alinhar ao políticamente correto.

O próprio governador levou a questão para este campo, ao afirmar à Folha que será díficl aplicar a lei porque “vai ter muita torcida contra, até por motivos políticos, graças a esta malfadada antecipação das disputas eleitorais do ano que vem”.

Mais uma vez a pergunta: e o que tem uma coisa a ver com outra? Ao contrário do que ele insinua, na base desta lei que prevê pena máxima para os fumantes estão exatamente as pesquisas que mostram ser a maioria dos eleitores favoráveis a ela.

Mas, se for para governar com as pesquisas na mão, ou fazer plebiscitos como propôs esta semana o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), além de proibir o cigarro vamos ter que adotar também a pena de morte e fechar o Congresso Nacional.

O país caminha perigosamente para tempos de intolerância. "


36 comentários:

Selena Sartorelo disse...

Olá Peri,

Sabe que eu acabo achando isso uma palhaçada..concordo com tudo o que você disse e as matérias apresentadas são excelentes.

Infelizmente pois não sou estupida e incosciente em dizer o contrário, sou uma fumante incontrolável e quero muito parar de fumar, mas ainda não consegui..sei e admito tudo e todas as reprovações...mas isso que está acontecendo é uma palhaçada.

Em um dos dias desse final de semana estava no clube com meus filhos...e como sempre faço..escolhi uma mesa reservada, porém ao ar livre..peguei uma bebida (uma cerveja preta ou uma água com gás..tanto faz, meu livro e meu cigarro) Vixi!!!!! pensei que ia ser fuzilada pelos olhares..depois pensei e liguei para o meu marido juro com duvida e perguntei se fumar ao ar livre também era proibido...fiquei aliviada com a resposta que ele me deu e desculpe mas acendi meu cigarro e continuei a minha leitura que estava ótima.
Desculpe-me não gosto e incomodo-me sinceramente com as pessoas que não fumam..mas o que está aocontecendo é mais do posso suportar no momento. ahhhhhhh.

beijos,
Selena

Eduardo P.L disse...

O Governo e o Cigarro fazem mal à saúde!

Fernando Zanforlin disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fernando Zanforlin disse...

E jornalistas bocós, tb.
Experimenta chegar perto de um fumante desses " invertebrados", cheiram mal e não ainda tomar banho, nem Chanel 5 †á no sangue.
Sentar numa poltrona ao lado, dentro de um avião, entrar no mesmo elevador, ir ao dentista que é fumante, beijar uma , blekti, tô fora mano.
Ƨs

peri s.c. disse...

Pois é , Selena, parece que os fumantes são as causas dos males do mundo.
Parece que o resto da sociedade não tem seus estranhos vícios, muitos inconfessáveis.

bjs

nilda disse...

Só hoje visitei seu blog o que me gratificou.
Aos que frequentam o "varal" quero aos poucos conhecer melhor. Meu tempo a cada dia está mais fugitivo, mas vou chegando...
Tenha uma ótima semana.
Beijoca.
Nilda.
http://meucantin5.blogspot.com/

peri s.c. disse...

Eduardo
Escapamento de aviões, caminhões e carros. Fast-foods e enlatados com trocentos produtos químicos misteriosos em suas formulações. Frangos que crescem à custa de hormônios e entupidos de antibióticos. Remédios com quintrocentos efeitos colaterais. Etc, etc, etc.
Enfim , hoje quase tudo que nos cerca ou que consumimos é perigoso . Aliás, simplesmente viver anda perigoso hoje em dia.

abraço poluído

peri s.c. disse...

Fernando

Bocós por que, só porque tem uma opinião contrária? Ou melhor, só porque levantam nuances sobre um fato ?
Eles discutem a questão da intolerância. A mesma intolerância que , por ex, provoca os conflitos políticos e religiosos e o consequente fanatismo que rola por aí.

Quanto ao cheiro, nossa sociedade tem coisas que fedem muito mais que cigarro, e todos aspiram esses odores sem muitas reclamações, humm ... chegam até a gostar...

abraço

peri s.c. disse...

Nilda
sempre bem vinda e ... divirta-se, aqui nem sempre os assuntos são " sérios" .
beijos

expressodalinha disse...

É, isto está a complicar-se e não é pouco. Eu não sou fumador e confesso que me incomóda o tabaco. Mas tb. me incomodam muito mais coisas. O problema é a legislação feita à medida da paranóia de ocasião.

Ery Roberto Correa disse...

Peri, não discuto o lado da defesa científica dos males do agente. O que me preocupa muito mais é esta tendência espúria de impor medidas que se conhecem como consagradoras de um estado autoritário.

Veja bem como as coisas "evoluem":

- a gente ia ao estádio de futebol, comprava bilhete na hora, entrava e escolhia o local de onde gostava de ver o jogo. Hoje em dia os clubes "impuseram" a condição de sócio e, se você não estiver atento aos locais de venda de ingresso (cada vez em quantidade menor para simples expectadores) e não adquirir com antecedência, se não lhe interessar o pacote oferecido ou a condição de associado, fica em casa ouvindo pelo rádio;

- há algum tempo atrás, na maioria dos shoppings do Brasil, foi "imposta" a condição de pagarmos para estacionar o carro e até aqueles estabelecimentos que faziam do estacionamento um diferencial no atendimento aderiram à medida;

São apenas dois pequenos exemplos dessa febre de autoridade.

Enquanto se preocupam com o cigarro, embora cada dia diminua o nr. de usuários, esquecem de coisas mais importantes. Enquanto isto, oficialmente, vão liberando a maconha. Já não existe mais punição para os usuários da "mardita", pois o art. 16 da Lei Antitóxicos encaminha as pessoas para um processo onde a pena é a de prestação de serviços que ninguém fiscaliza. Isto quando os agentes repressivos não fazem vistas grossas para o fato de se fumar maconha em público. Como aliás, acontece livremente nas torcidas organizadas do futebol dentro dos estádios brasileiros.

É tudo uma grande hipocrisia. Qualquer atitude repressiva, fruto de um decreto mal discutido ou não discutido com a sociedade, se transforma em ato perigoso.

Não sei o que é pior, se o incômodo da fumaça do tabaco, da qual quem quer pode fugir, ou a institucionalização da autoridade para mudar costumes. Pensando bem, ainda acho que esta última é mais nociva porque dela não há como fugir.

Pobre país.

Abraço.

Patty Diphusa disse...

Peri

Ótimos textos. Pior do que buscar um inimigo é buscar um inimigo fraco, que já leva pancada há muito tempo e ainda está pagando mais caro pelo seu vício. Vício esse reconhecido pelo ministério da Saúde, se Serra ainda se lembra disso, como uma dependência química.
E, pela severidade da lei, só dá uma mostra do autoristarismo do governador, autoritarismo esse já muito conhecido e que há tempos clama por mais espaço para se esbanjar.

Bjs

Marcio Gaspar disse...

é autoritarismo mesmo! o fumante é um 'dependente químico', como bem lembrou a patty. vamos então alienar todos os dependentes químicos de qualquer substância? sugiro então a construção de fornos crematórios, em cada cidade, pra acabar de uma vez com os fumantes (e com essa discussão tola). pra mim, é sim o crescimento da intolerância, o atestado da incompetência de muitos de lidarem com os outros. e o serra é ridículo. me faria rir, se não fosse governador e candidato a presidente. saipra lá vampiro!!

peri s.c. disse...

Jorge
Qualquer tabagista sabe que incomoda, e não se incomoda de ser isolado, desde que lhe deem opções.


Perfeito : paranóia de ocasião.
E a maioria dessas paranóias começa lá nos States, o país que mais polui o mundo, o país que mais consome junk-food, o pais que mais inventa químicas alimentares, o país que mais subverte esse planeta.

peri s.c. disse...

Ery
Esses dois textos são muito mais preciosos do que parecem porque tocam em dois desvios sócio-políticos crescentes.
1. Essa busca por inimigos. ( MC )
2. A idéia de que os governantes devam " atender aos clamores públicos " (RK)

Somos totalitários por excelência .
Mas o que pode eventualmente servir no campo privado não deve ser exemplo de como devam ser as coisas no campo público.
Você cita o futebol : o que são estas "torcidas organizadas" se não uma tentativa de execer o totalitarismo coletivo? E na sua atuação desvairada estão acabando com ... o futebol.

O grave é que estamos perdendo o poder de enxegar e a vontade de discutir as entrelinhas dos acontecimentos

GUGA ALAYON disse...

Avante! Pela descriminalização de todas as fumaças. Afinal, é o que viraremos mesmo.

peri s.c. disse...

Patty e Marcio

Claro que é autoritarismo.
Mas o mesmo de todos os governantes de todas as esferas. A tal Lei Seca federal também é autoritária. E panfletária . Proibido guiar com 1 copo de bebida na pança, mas permitido guiar com umas carreirinhas de coca no nariz ou uns charos na cabeça.
Nossos governantes jogam muito mais para a midia que outra coisa.

peri s.c. disse...

Guga
Do pó viemos ao pó voltamos, soltando fumaça no caminho.

anna disse...

já já tô traficando marlboro e fumando escondido no banheiro de casa.

ô vida...

peri s.c. disse...

Anna
Mora na cobertura ? Não ? Então uidado com o vizinho de cima, se ele sentir a fumaça ...

Selena Sartorelo disse...

Muito justo nós que somos incovenientes fumantes sermos limitados no consumo do nosso vício..ninguém é obrigado a suportá-lo, mas daí essa segregação discriminatória já transborda a minha paciência...Imaginem se fosse proibido o convívio de acordo com as corrupções praticadas por esses politicos e prejorativamente lobista desse país..tenho certeza que muitos lugares que eles frequentam iriam a falência rapindinho...Ou alguém aqui tem alguma dúvida disso?

peri s.c. disse...

Selena
Já imaginou se corinthianos, são paulinos e santistas não pudessem frequentar as cantinas italianas do Bixiga ?

Selena Sartorelo disse...

Realmente... os mesmos pesos e as mesmas medida precisariam ser aplicadas aos fumantes, aos não fumantes, as torcidas e aos corruptos...Já imaginou? rsrsr
Intolerância que contradiz tanta tolerância.

peri s.c. disse...

Se aplicássemos o mesmo critério intolerante a todas as relações humanas,no fim do túnel homem estaria casando com homem e mulher com mulher.
Mas desde que o casal torcesse para o mesmo time, gostasse do mesmo tipo de comida, de filmes,etc, etc, etc.
E claro se os dois fumassem ou não.

Tô fora.

Selena Sartorelo disse...

Gene Robinson é um bom exemplo disso.


beijos,

Selena

peri s.c. disse...

Selena
Não sabia quem era esse Sr. Pesquisei, Bispo. Uma parte da Igreja sensível a determinadas modernidades.

bjs

Selena Sartorelo disse...

Ou quem sabe pessoas sem julgamentos précoces...por que de moderno isso não te nada, apenas agora foi devida e oportunamente declarado.

beijos,

Fernando Zanforlin disse...

Bocôs, por irem na onda dos modismos. Porque não criam assuntos e vão pesquisar, vão na marola das coisas, tem que escrever para ocupar o papel e escrevem qualquer coisa, principalmente jornalista da Folha. Mestre Peri, não é por que existem outros cheiros, que tenho que aceitar o perfume dos fumantes E´verdade há muitos moscas, os moscas varejeiras, gostam das coisas podres, parece-me que no planalto central do Brasil há muitos.
Essa coisas de bom mocismo, direito prá lá direito prá cá, vamos à ação, não há as carolas que fazem passeata contra o aborto, com cara de coitadas?
Penso o seguinte: não gosto do cheiro da fumaça de cigarro, não gosto de pedinte com olho inchado, não gosto de call center, não gosto de explicar nada. Mas no entanto vivo nesse lixo, tentando atrapalhar pouco os outros e tentando ser cada vez melhor como pessoa. Cabô o resto já era. É não estou bravo com nada, sou muito feliz, tenho prazer em fazer minhas coisas, minha vida está boa, e ficará cada vez melhor.
∆ßs∞

Fernando disse...

Minha opinião sobre quem fuma, Oeri, é uma só: o/a sujeito/a é burro!
Independente disso, quase todo o fumante tem a certeza de que o cheiro do seu cigarro, aquela fumaça, e a bagana que ele deixa no fedorento isqueiro, é um nectar dos deuses. Fossem eles, os fumantes, mais educados, embora burros (minha opinião)a intolerência seria menor, dos não fumantes.
E, por favor, não me venham com essa de "os incomodados que se mudem", como eu já ouvi.
abraços do não fumante, melhor dizendo, do nunca-fumante
fernando cals

Selena Sartorelo disse...

Senhor Fernando, acho que independente do senhor fumar ou não a educação deve-lhe ter avisado que não saimos por aí chamando as pessoas de burras...Sou fumante sim, sei os males que o cigarro causa....mas sou um dependente quimica o senhor acredite ou não. Como disse anteriormente odeio incomodar os não fumantes e sei o tanto que o cheiro incomoda, pois mesmo sendo essa fumante "burra" como o senhor mesmo disse, não acho agradável o cheiro do cigarro...E acho que reivindicar que nós não fumemos perto de quem não fuma ou em lugares fechados é muito apropriado e nada absurdo...O que ocorre é essa transferencia de falsos éticos ou pregadores intolerantes sim ! disso e daquilo...(não gosto de bandeiras tudo tem dois lados)..Mas enfim , nem vim mais falar do cigarro que é uma conversa que já se esgotou...mas o senhor tenha mais consideração pelas pessoas e mesmo as que são burras (como é o meu caso por exemplo) merecemos de uma pessoa tão consciente quanto o sr. um pouco mais de respeito...não acha?

abraços,
Selena

peri s.c. disse...

Fernando Zanforlin

Discordo da avaliação que você fez dos jornalistas, eles tem o direito de expressar suas opiniões. E nós eventualmente discordarmos. Essa a beleza da democracia. Essa a beleza da prática da tolerância. Mesmo que nós fumantes fiquemos em outra sala.

Como escrevi lá em cima fiz esse post não para fazer prosiletismo pró-tabaco, mas para discutir os inúmeros viés ( sei lá qual é o plural de viés, mas é melhor palavra que me ocorre ) que existem atrás, por ex. de uma lei,do que levou a essa lei e do comportamento de quem é contra o ato de fumar.
Quando pararmos de discutir essas coisas, cara, estamos mortos e na mão de minorias que manipulam as maiorias.
Eu continuo a desafinar o coro dos contentes.



E assinaria embaixo dos dois textos.

E ainda vou achar onde está uma frase antiga do Paulo Francis,que lembro de memória, que vai arrepiar muita gente : " fumar é o último ato de liberdade permitida ao ser humano ". Essa frase daria mais um mês de discussões, ah, ah .

peri s.c. disse...

Fernando Cals e Selena

Oops!
Selena, como você ficou brava ! Não leve tão a ferro-e-fogo o comentário do Fernando. Não pelo comentário, eh, eh, mas pelo Fernando, que é uma ótima pessoa, e aparce de vez em quando por aqui.
Ele é o " dono" do blog ( Observador, link aí no lado ) que foi o primeiro me chamou a atenção quando começei a fuçar essa bagaça blogueira.
Inicialmente por afinidade de profissão, depois pelos assuntos variados. Foi onde coloquei meu primeiro comentário. Enfim comecei a gostar da coisa. E ele foi o primeiro que me deu uma série de dicas para inaugurar o Armazém.
Depois a fila andou e lá fomos nós.
Um de nossos encontros etílicos-fumagíferos-blogueiros promovido num boteco de qualidade da Vila Madalena, foi para que vários conhecessem pessoalmente o Fernando, que mora em Itaipava, numa de suas passagens por aqui.

Mas não vou pitacar sobre a discussão de vocês , divirtam-se !

Beijos e Abraços

Selena Sartorelo disse...

Olá Peri,

Querido tenho certeza que o Fernando é um ótima pessoa, mas tenho o mesmo direito dele e não fiquei brava de maneira alguma.
Tenho outras opiniões mas com certeza concordamos em muitas coisas também.

beijos,
Selena

peri s.c disse...

Selena

É isso aí!
Os balcões deste Armazém estão sempre abertos para estas ótimas discussões! ( que maliciosamente provocamos )

beijos

Selena Sartorelo disse...

Exatamente!!!

beijos,

Fernando Zanforlin disse...

Peri, tudo pelo bem das pessoa, concordo que os jornalistas escrevam o que querem, até idiotices com a do Paulo. O que sinto pelos fumantes, é mais profundo, sinto pena pela fraqueza, pois quando o xará disse, serem burros, é mais ou menos o seguinte: se vc. sabe que faz mal a sua saúde e é um dinheiro queimado, seu paladar fica estragado, sua pele fica com manchas, cheira mal e continua. Podemos pensar que são burros, mas prefiro acreditar que são fracos, não conseguem ser mais fortes que a vontade de largar o vício.
Há pessoas que para elas é mais fácil se auto controlar outra não.
Portanto, quando vejo um fumante, saiu de perto e fico com muita pena.
Agora sobre jornalistas e cigarros, tenho amigos jornalistas, o bom seria que eles queimassem a língua toda as vezes que falassem bobagens, como a cretinisse do Paulo.
Ƨs.