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10.9.07

Ah! como eu gostaria de ter feito este

Mais um daqueles projetos que a P.S.C. & Partners Progettazione Architetonica gostaria de ter feito.

Construído para a Expo-67 na Ilha de Santa Helena, em Montreal, Canadá, projetado por Moshe Safdie . Originalmente concebidas para que a partir de elementos modulares pré-moldados se conseguisse riqueza espacial de implantação e construção, fora dos padrões usuais. A proposta era que fossem habitações econômicas . Falhou. Viraram "cult" e hoje são caríssimas.

vista da implantação dos três blocos construídos

dizem que neve é bom em foto


Com plantas articuláveis , de um a quatro dormitórios, todos os apartamentos tem sua varanda particular, um charme.

29 comentários:

anna disse...

já eu preferia viver numa dessas caixinhas.

peri s.c. disse...

Anna
primeiro projetar, e depois viver numa, claro.
Como todos os projetos, tem seus defeitos, cadê os botequinhos simpáticos, no térreo, para eternas happy-hours ?

Eduardo P.L. disse...

Peri, mas aí é querer de+. Uma arquitetura dessas, não permite botecos!
Há que escolher!!!!

(:-))

P.S.C. & Partners Progettazione Architetonica disse...

Eduardo
Não é querer demais, não.
Um bom projeto de arquitetura começa com um bom "programa".
No jargão técnico, programa é a descrição, supostamente detalhada e exata, do que comporá o empreendimento. O programa define as necessidades a serem atendidas.
No presente caso consideremos que este projeto tem 40 anos ( as necessidades mudam no tempo ) e foi executado num certo contexto socio-econômico ( Canadá, Montreal ) com um definido elenco de necessidades. Não sei se tem algum suporte de comércio e serviços interno.
Vamos imaginá-lo feito aqui, SP, e hoje. E vamos desconsiderar as assombrosas elocubrações mercadológicas/publicitárias que cercam e sufocam os lançamentos imobiliárioas atuais.
Este conjunto tem , se não me falha a memória, 480 unidades.
Seria interessante criar junto a ele, um centro de suporte , com dimensionamente adequado para atendê-lo e também ao seu entorno. Dentro da ótica da conveniência, portanto com áreas reduzidas, e gravitando ao redor do óbvio pequeno supermercado uma série de atividades, onde estariam, voilá, pelo menos dois agradáveis botecos. Tchim, tchim.

Colocando-nos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos
Atenciosamente

Adelino disse...

Peri, lindíssimos projetos. Sou leigo no assunto, por isso minha pergunta meio sem sentido, mas não seria uma boa solução para as nossas favelas?
Grande abraço
Adelino

peri s.c. disse...

Adelino
Devem existir, aqui no Brasil ( conheço alguns ) centenas de bons projetos engavetados, que pensam a solução das favelas e da autoconstrução desordenada.
Gasta-se muito tempo e papel discutindo a reforma agrária quando o verdadeiro barril de pólvora é a questão urbana.
Idéias existem, mas falta vontade política de inovar nas soluções.
Aliás a falta de inovação está presente até onde o dinheiro é farto: na grande industria imobiliária, que na época de web, aviões à jato, freios ABS, etc continua fazendo pseudo-réplicas de moradias da época dos cavalos e carruagens. Sempre achei que nestes prédios pseudo-neo-clássicos falta um salão para os moradores dançarem o minueto.
Abraço

Eduardo P.L. disse...

Peri, agradeço a atenção da resposta epistolar.Você tem razão, não sabia que o projeto tinha tantos anos. E também não é verdade que botecos sejam coisa nova, mas sabe-se lá os crit´rios adotados à época!!! Quanto à resposta ao comentario do Adelino, concordo plenamente que a indústria imobiliária vive nos séculos XVIII e IXX....

peri s.c. disse...

Caro Eduardo
Maior prazer.
Mais importante que as postagens, são os comentários que permitem que aprofundemos os raciocínios e os debates, portanto epistolaremos sempre que necessário ou desejável.

peri s.c. disse...

E , Eduardo, melhorando o raciocínio:
No meu entendimento os blogs devem ser dinâmicos, de vez em quando reelaboro textos de posts anteriores ou os complemento ( vide post anterior que acabei de complementar ). E essa dinâmica vem principalmente
da benvinda participação dos que nos visitam.
Abraço

Sibila disse...

Oi Peri,
pra mim parece fantasia de jogo de lego realizada. Que maravilha: realmente só pra profissas, os legais dos legos, logos e lengas - não só nos deixam respirar e existir, como curtir - reais. Que deus lhes pague. Bj.

peri s.c. disse...

Sibila
esse não é um lego-lenga-lenga, negócio financeiro travestido de empreendimento imobiliário "muderno".
Deu prazer para quem projetou, quem construiu, quem comprou.

W GRAFIA disse...

A foto (de longe) pegando o conjunto inteiro, me lembra os morros cariocas, né não.
Eu tô fora, e você que mora em casa tambem, é melhor ver o pombal do que estar nele.

peri s.c. disse...

Caro senhor W Grafia
Lembra o morro, sem o morro.
Estes caras do primeiro mundo como não tem problemas, inventam o problema.
Mas você há de concordar : um belo pombal, os acessos internos são muito interessantes, principalmente se você
não tem que carregar para casa muitas caixas de cervejas.
Com aquela varanda, moraria tranquilamente em um deles.
Dê uma googleada em " habitat 67 " existem pelo menos 2 sites com muitas fotos de detalhes externos e internos muito interessantes .
Este projeto saiu da tese de doutorado do arquiteto.

É uma ótima alternativa para uma pergunta que Peri Jr me fez, ainda bem moleque : " pai, por que os prédios sempre são tão iguais ? arquitetos não deviam ser criativos ? "

peri s.c. disse...

Caro senhor W
Notou nas plantas uma certa ausência de área de serviço e daquele generoso
quarto-de-empregada? Estes canadenses são muito estranhos ...

anna disse...

peri's, isso não é porblema. é chegar lá e usar o faro. deve ter alguma coisa nos arredores...

W GRAFIA disse...

Sr. Peri,
Os novos canadenses que conheço, moram em casas muito amplas, com garagem imensas, mas como todos lá do norte, deixam seus carros nas ruas.
Imagina voce fazendo seu churrasco (como voce gosta) e a fumacinha indo para a varanda do vizinho.
Ah! e o pombal brasileiro, cada andar de um arquiteto se lembra? Tens foto?

peri s.c. disse...

Anna
sempre tem alguma coisa nos arredores e para faros treinados, isso não é um problema.

peri s.c. disse...

Sr. W.
1.Interessante um domingo nesse complexo, se fosse aqui no Brasil, todos ficariam devidamente defumados pelos churrascos vizinhos.
Mas no Canadá, as churrasqueirs devem ter filtros eletrostáticos à laser em suas chaminés para não incomodar a vizinhança

2. lembro, sei onde encontrar fotos e vou fazer um post para rememorar aquela porraloquice.

Sibila disse...

è o que achei. Só falta você. Há de haver sensibilidade, uminha só(!), nesse mundo cão.
Bons projetos e vê se financia amores em vez de dores, hehehe.
bjs (isso não é um atentado, relaxa, mandar beijo é normal, tá ligado?)

W GRAFIA disse...

Bom, pelo menos não é um neoclássico.
Ai seria o fim.
Será que lá existem incorporadores?????

peri s.c. disse...

Sibila
A sensilbilidade é a redenção possível. Mas, difícil.
bjs

peri s.c. disse...

Sr. W
Sinto que não gostou muito, depois aprofundamos.
Sem dúvida existem, mas não querem ficar ricos a qualquer custo em apenas uma geração. Esperam pelo menos uma e meia. Mas tem, acho, um certo approach medianamente cultural. Nosso coleguinha Moshe deve ter achado um mecenas um pouco menos troglodita.

valter ferraz disse...

Peri, para "aprofundar" o debate:
Parecem-se (os barracos) com as casas do Capão Redondo, meu cenário temático por excelência. A diferença que vejo: os "barracos" do Capão não são rebocados externamente e outra: lá tem botecos aos montes. De resto, tudo igualzim.
Abraço grande

peri s.c. disse...

Valter
Esta é uma bagunça cuidadosamente pensada.
A alternativa patropística existente para os barracos do Capão, são aqueles conjuntos da Cohab ou CDHU.
Qual você escolheria, o do Canadá ou o da Cohab ?

peri s.c. disse...

e Valter,
para direcionar sua escolha, lembre-se que no modelo canadense , o projeto facilita imensamente o voyerismo, muito mais fácil assistir os top-less das vizinhas gostosas.

valter ferraz disse...

Peri, por ser um bom voyeur, já fiz a minha escolha. Nem Montreal e nem Cohabs. Fui de Mongaguá mesmo, embora aqui não tenha o top less.
Grande abraço

Raquel disse...

Bom estou no segundo ano de arquitetura e o meu projeto esse semestre é sobre unidades habitacionais 'malukas' ou melhor fora dos padrões como vc mesmo disse, com articulações entre os usos ambientes .. adorei o seu post e comentários, achei sem querer o seu blog, tudo haver com o meu momento!

Passarei por aqui sempre.

Anônimo disse...

Esse tipo de projeto foi feito a bastante tempo aqui no Brasil e o nome é comunidade pobre (*favela), agora só porque foi projetado por um arquiteto e no canadá, virou "cult"?

peri s.c. disse...

Prezado anônimo

Exatamente .

PS : favela ( tecnicamente : autoconstrução )não é " projeto " é ocupação desordenada .