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7.1.10

Questão de escala e pé no chão .

Inaugurado o mais alto edifício do mundo .
Bela merda.

Não o projeto, mas as megalomanias petrodolaresrísticas que possibilitaram sua construção.
Feito por arquitetos competentes ( Skidmore and partners ) que enfim atenderam a uma encomenda, com todas as mumunhas de direito para quem é do ramo : planta básica desenvolvida reproduzindo a estrutura de uma flor do deserto de lá e etc, etc .
Até eu me divertiria com um trabalho destes. Particularmente com seus honorários .

Mas olho esta estrovenga faiscante de 828 metros de altura e comparo com essa casinha mambembe que fotografei em Aquidauana/MS.



Vejo mais vida nela, por mais precária que seja essa vida .
E apesar de estar na porta do cemitério da cidade.


20 comentários:

Anônimo disse...

Já que a casa esta em frente ao cemitério, nada mais justo que tenha mais vida (hehehe).

Ainda vou voltar a morar em uma casa.
Já estou na fase em que apartamentos não me satisfazem mais.

Outro dia estive no Altino Arantes.
Predios altos são muito bons para se visitar e ver a vista ou impressionar o visitante, e só.

WJ.

Lina Faria disse...

Peri,
pois estou cada vez mais mambembe.
Acabo de voltar de um desses lugares perdidos no tempo.
Essa escala humana é a que me interessa ultimamente.
O simples anda em falta nas grandes cidades.
Um ano simplesmente maravilhoso pra você, Peri!
lina

Eduardo P.L disse...

Depois das opiniões da Lina e sua, vou me calar!
Mas é sempre bom lembrar que o Martinelli em SP, Empire State em NY, e assim por diante, já fizeram as vezes, em épocas passadas! A única coisa que muda, é o tempo, e a altura! De resto é tudo igual!

claudio boczon disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
claudio boczon disse...

Por quais mazelas trocadilhísticas devem passar os aquidauanos, mormente se forem arquitetos?

O Eduardo acertou na lata, como disse o Millôr, a ideologia do tacape é sempre a mesma, só muda a tecnologia.

peri s.c. disse...

WJ

Alguns dizem que há vida ... depois do cemitério. Torçamos.

Casa é perfeito, desde que longe de encostas e no mínimo uns 20m acima do leito de rios, sacuméquié.
Pensei, nestes últimos e dramáticos eventos, naquelas duas casas pernaltas do Acayaba .... uma delas é em Ubatuba, não é ?

E o Altino ( o do Banespa, moçada ) não é nem tão alto assim .
Você leu "Da Bahuaus ao nosso caos", do Tom Wolfe ( disponível em sebos, se vc não for alérgio à pó. Pó de sujeira , bem entendido ) ? Recomendo o capítulo sobre os arranha-céus com fachadas em pano de vidro americanos. Hilário.

peri s.c. disse...

Lina

Lugares perdidos ...
ou
...que se acharam no tempo ?

Acho que vivemos um descompasso de escalas de : dimensôes, velocidades e tempos . Subimos cada vez mais, corremos cada vez mais, olhamos os relógios cada vez mais. Prá que ?

Maravilhas prá você também.

peri s.c. disse...

Edu

Pois é, e tivemos o Titanic .
Uma eterna busca fálica .

Acho que temos aí uma questão psicológica séria e mundial : os detentores/empreendedores/gestores de grandes capitais tem algum problema com a dimensão ( intumescida ) de seus respectivos órgãos ( quase latejantes ) .

peri s.c. disse...

Boczon

Aquidauana : "rio cheio de peixe".
O que não impede os trocadilhos que depreciam a gente do lugar, principalmente se arquitetos.

Millor, nosso mais profundo e palatável filósofo .

Fernando Zanforlin disse...

//|\\vejo com bastante reticências esses mega prédios, passei o ano de 2008, lendo tudo sobre a posmodernidade, foram centenas de livros, percebi o seguinte:
Essas obras só se prestam ao desenvolvimento tecnicista,diria que passa ao largo da questão taylorista,e para a história da arquitetura é pobre. O GRANDE MAL: não desenvolvem absolutamente nada para o desenvolvimento da sociabilização. São centenas de milhares de pessoas indo e vindo, todos os dias completamente alheias umas das outras.
As bases desse prédios são cidades horizontais, sendo eles cidades verticais.Gosto de aliar meu pensamento ao pensamento do Habermas, sobre a questão do espaço público. Qual não seriam as possibilidades de sociabilização desses troços?/|\
megabraço

googala disse...

Pelo menos já fizeram um Jumbo proporcional. Acho que dois bastam.

peri s.c disse...

Fernando

Questão interessante essa da sociabilização
Visitemos a intuição das pessoas : porque a maioria acha uma " gracinha " prédios de 3 a 4 andares ?.
Acho que sociabilização tem limites e creio que este limite está por volta de 10/12 vizinhos, ideal 6.

megaidem

peri s.c. disse...

Googala

Necessárias algumas torcidas uniformizadas para encher um prádio destes.
Separadas por andares vazios protegidos por tropas de choque, com elevadores privativos para acessos isolados.
Seria uma boa maneira de nos livrarmos delas.

Quase Blog da Li disse...

Peri,
não conhecia "estrovenga"!
A M E I
e vou usar!!!
Também não havia pensado no problema com a dimensão intumescida de seus respectivos órgãos...
Órgãos?
Acho que são Membros...
O problema é o Tamanho do Membro!
rsrsrs

Vivo cercada desses horrores (vila Mariana/klabin)!
Meu sobrado sobrevive heróico à especulação imobiliária nesse amontoado mau gosto que se tornou meu bairro.
beijo


A CASA É LINDA!
(já tive o cemitério como vizinho;
são os melhores!!!)

Caçador disse...

Absolutamente. Novo riquismo e exibicionismo, diria fálico, tipo: a minha é maior do que a tua...

peri s.c. disse...

Li

Em busca do intumescimento perdido, ah, ah ...

Por aqui também, meu horizonte sudoeste foi tapado por uma massa de 4 prédios banais . E eu achava que estava numa região esquecida pela especulação imobiliária .

A casinha : Interessante a simetria inusual da fachada, seriam duas casas ? O lote é bem largo.
E provavelmente, pela localização, os moradores não tem medo de assombrações.

peri s.c. disse...

Caçador

Exato, parece um bando de moleques disputando quem pode ( fode ) mais ...

gugala disse...

sobre os Jumbos: eram para serem projetados contra o estrupício, e não a favor. ahaha
abçs

peri s.c. disse...

Gugala

Manélei na resposta, êta ...
Voto por dois , um vindo de cada lado, com os pilotos no rádio : vamos gozar juntos ?

Adelino P. Silva disse...

Peri, é muito dinheiro sobrando para essas extravagâncias arquitetônicas.
Falta do que fazer, com certeza.
E ainda dizem que o Mundo evoluiu. Comparem isso da foto com o Haiti.
E quando acabar o petróleo? Seria o caso dos "nouveaux riches" (escrevi certo?).
Fico com aquela casinha que fotografou no MS.
Grande abraço