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16.4.09

Fina arquitetura



Saiu The Pritzker Architecture Prize desse ano, tido como o mais importante da Arquitetura mundial. Desta vez, passando ao largo da arquitetura midiática da moda, foi para o discreto suiço Peter Zumthor, 65 anos. Como os bons vinhos, os bons arquitetos vão melhorando com o passar do tempo .
Ele, que mora numa vila suiça de 1.000 habitantes, tem uma pequena equipe de trabalho, só aceita desenvolver projetos pelos quais sente profunda afinidade pessoal com os objetivos da proposta e que acompanha a obra cuidadosamente até seu final, pensa assim :

"Numa sociedade que celebra o não essencial,
a arquitectura pode colocar-se como resistência"


Museu de Arte Kolumba - Colônia - Alemanha, construído sobre os restos
de uma antiga Igreja bombardeada na 2ª Guerra

vista interna

Seus projetos tem soluções muito particulares , abaixo uma capela onde usou cento e tantos troncos de árvores justapostos não linearmente para configurar o espaço interno.

Interior da capela, com a superfície moldada pelos troncos

Depois, para moldar o volume externo foi aplicado concreto sobre estes troncos, que depois foram retirados. No paredão ficaram pequenos vazios permitindo a entrada de luz filtrada, quase um céu estrelado diurno :


Capela Rural Irmãos Klaus - Alemanha





Termas de Vals - Suiça

Muito bom esse garoto.


22 comentários:

Anônimo disse...

Peri,

inauguro a caixa de comentários de hoje, te repetindo: "muito bom esse garoto"! E muito bom esse post!

Beijos

Vivina.

anna disse...

bacana demais colocar a arquitetura como resistência ao superficial e imediato!

exceto prá modelo, esportista e moças e moços da vida, o tempo faz bem prá profissão, né?

peri s.c. disse...

Vivina

Uma homenagem não necessariamente ao prêmio , mas à visível consistência de seu trabalho e sua postura profissional, que transparece em todos os textos que pesquisei.
Sorte dele que pode escolher o que fazer e para quem fazer. Raro isso.

bjs

peri s.c. disse...

Anna

Desde que ela não se renda ao superficial e imediato.
Nem que fique tentando reproduzir um passado que já foi, vide os "neo-qualquer coisa" que os marqueteiros imobiliários impingem .

Que expresse o melhor de seu tempo.

Patty Diphusa disse...

Uau,o cara inova mesmo. Adorei essa solução dos troncos. Viva a inovação desse garoto. rs

Bjs

Eduardo P.L disse...

É verdade, BOM, mesmo, esse menino!

roserouge disse...

Eu cá sou apenas uma pobre portuguesa meia burrinha e disso aí não percebo muito não, mas destes dois últimos aqui não gosto muito não. Este daqui parecem contentores num porto qualquer prontinhos a serem colocados no navio que os há-de levar pr'além mar e o outro parece o paralelipípedo (é assim que se escreve?) do filme 2001 Odisseia no Espaço. Mas é só a minha opinião de leiga...

peri s.c. disse...

Patty
Um garoto que inova longe do trepidante circuito internacional.

peri s.c. disse...

Eduardo
Esse Museu tem interiores impressionantes.

peri s.c. disse...

RR
Não se deprecie, mulher. Burrinha, você ? ah, ah.

Essas não são arquiteturas "fáceis". E são provocativas.
Toda arquitetura não usual está sujeita à polêmica, e o prêmio é interno à categoria, não é juri popular.

Nosso arquiteto Paulo Mendes da Rocha, ganhou esse prêmio 3 anos atrás. Foi a maior polêmica aqui, porque a nossa classe é cheia de viadagens e invejas.
Aliás o PMR está com um projeto aí em Lisboa, que está causando polêmica. É o novo Museu dos Coches. Uma parte dessa polêmica está no excelente " A Barriga de um Arquiteto", link aí ao lado, postagem do mês passado, creio.

Sacou bem a semelhança da capela com o monolito negro da 2001. Religião ( a capela ) não é um monolito negro impenetrável ?

Anônimo disse...

Peri:

O monolito negro da 2001 é um marco baseado na frase de Nietzsche:"Meio dia,momento da mais curta sombra,fim do mais longo êrro,ponto culminante da humanidade";ou em liguagem mais popular,a hora do vâmo vê!
É quando a distinção mundo verdade e mundo aparente perde o sentido,que se inicia o ponto culminante da humanidade,uma outra compreensão do mundo.
Daí a trilha Also Sprach Zarathustra(Strauss).
O caminho da boa arquitetura segue esses passos.

Abraços arquitetônicos/filosóficos.

Günther.

GUGA ALAYON disse...

Perfeitos e lindos

peri s.c. disse...

Guga
Achei umas fotos da obra do Museu, essas paredes externas são feitas de 3 ou 4 peças pré-moldades em concreto, pequenas, daí saem aqueles vazios. Claro de acabamento impecável. São colocadas em prumo ligeiramente deslocado para dar essa aparência delicadamente rústica.

peri s.c. disse...

Günther
Obrigado pelas Nietzscheanas informações .
A humanidade não consegue se equilibrar no momento das mais curtas sombras.

Abraços penumbrosos

roserouge disse...

Deixei de ler Nietzsche aos 17 anos quando percebi que o filho da puta considerava as mulheres como seres inferiores.

peri s.c. disse...

RR
Comecei a ler Nietzsche aos 18 quando descobri isso ....









... para ajudá-las a alterar essa situação de seres rastejantes, ah, ah.

roserouge disse...

Voutchimatá!!

peri s.c. disse...

Ah, ah, ah

Anônimo disse...

Peri:

Valeu!!!!!!
Noite,papo e pizzas;tudo perfeito!
Vamos retribuir brevemente.

Abraços amigos

Günther.

peri s.c. disse...

Günther

Valeu mesmo!
Bom que estava tudo perfeito !
Foi ótimo.

abraços idem

Lina Faria disse...

Esses pequenos e frequentes vazados não são uma releitura dos
muxarabí?
Lindos!
Belas soluções de luz e qualquer solução de luz vale a pena!

peri s.c. disse...

Lina
São.
E uma ótima releitura .
Soluções de luz são fundamentais e enriquecem qualquer edificação.
Principalmente sob o sol tropical.
Apareça sempre Lina.